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1.3.2015

Diferenças e Desafios dos sistemas de fachada unitizado e stick

Revista Alumínio & Cia

A fachada é o cartão de visita de um edifício – aquilo que mais chama a atenção do observador à primeira vista. O estilo reflete a personalidade da obra e, por consequência, a do projetista e até mesmo a dos moradores – em caso de prédios residenciais. Por isso, os revestimentos externos tendem a se diferenciar e, cada vez mais, tornam-se exclusivos. Há dois tipos de sistemas de fachadas no mercado, cujas características promovem algumas discussões sobre estética, durabilidade, estrutura e cuidados: o unitizado e o stick. 

Com origem nos Estados Unidos, o sistema unitizado representa uma evolução no que se refere às fachadas cortina. Distribuído por painéis formados por vidros colados com silicone na própria estrutura da esquadria, esse sistema é produzido industrialmente e tende a valorizar a praticidade na instalação, configurando, assim, a vantagem de tempo e custo à construtora. 

O sistema stick, por sua vez, tem as colunas verticais da fachada – cujas funções são suportar a pressão do vento e receber vedações – instaladas em frente à laje da edificação, com ancoragens próprias. Esse tipo de fachada é muito usual atualmente, mesmo com suas peças (como colunas, travessas, painéis e folhas de vidro) tendo que ser instaladas com o auxílio de um andaime. O baixo custo de transporte, manuseio e a flexibilidade para ajustes proporcionam vantagens consideráveis. 

Embora pareçam grandes adversárias, segundo Igor Alvim, consultor técnico, as duas fachadas podem coexistir, e há mercado para cada uma delas. “Para o usuário final, as duas se equivalem no aspecto visual. Porém, apesar da unitizada garantir maior estanqueidade e durabilidade, a fachada stick ainda conta com a preferência de muitos projetistas”, diz Alvim. “A unitizada tem custo um pouco maior. Mas a velocidade de instalação é maior em relação à stick, pois não necessita de balancins. Além disso, ela pesa um pouco mais, apesar de gastar menos acessórios, menos mão de obra de fabricação e de instalação. Ou seja: não dá para considerar nem uma e nem a outra uma unanimidade.” 

Uma das obras que é referência na utilização do sistema unitizado é a do edifício sede do antigo BankBoston, em São Paulo. O projeto da Kawneer, inaugurado em 2002, marcou o início de um novo momento na indústria da construção civil. Logo depois, a área de desenvolvimento da Alcoa abriu caminho para a produção desse tipo de fachada no Brasil. De lá pra cá, esse sistema se aperfeiçoou, principalmente em relação ao ganho de prazo. “Estudos mostram que hoje ela é fabricada e montada três vezes mais rápido que a stick”, diz Alvim. Depois, vieram outros projetos com fachadas cada vez mais complexas, como a do edifício Eco Berrini, em São Paulo, com dois blocos, ora unidos, ora separados, e vazios internos. “O eixo Rio-São Paulo foi o precursor desse tipo de fachada. Hoje temos obras no Brasil inteiro”, ressalta Igor.

 

AS DIFERENÇAS ENTRE STICK E UNITIZADO

STICK

  • Montagem da caixilharia em sequência (colunas e
    travessas);
  • Só depois os vidros eram colados nas folhas;
  • Operação feita na área externa do edifício;
  • Uso de balancins;
  • Rigor nas medições prévias;
  • Cuidado redobrado na segurança dos trabalhadores.

SISTEMA UNITIZADO

  • 􀀐Módulos completos prontos (com perfis, vidros, gaxetas de vedação e outros componentes);
  • Instalação do lado interno, no apoio da laje;
  • Uso do balancim desnecessário;
  • Maior segurança aos trabalhadores.

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