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2.12.2014

Câmaras de teste e sua importância nos ensaios e normas

Revista Alumínio & Cia

Tanto o Programa de Qualidade PBPQ-H quanto as inúmeras participações em grandes obras definem a grande responsabilidade que a Área de Desenvolvimento de Produtos possui atualmente. Sendo assim, os ensaios em Câmara, simulando o que pode ocorrer na realidade, vêm sendo cada vez mais fundamentais.

“Agora, imagine quando não havia uma norma e ensaios. A pesquisa um pouco mais científica não existia. Era tudo na prática. Não havia como testar, mesmo que rudimentarmente o esforço do vento”, explica o projetista de esquadrias da AC&D Consultoria de Alumínio, Antônio Cardoso. Na década de 70, só existiam duas câmaras de teste no Brasil: uma em São Paulo, da empresa Fichet, e outra no Rio de Janeiro, da empresa Pagani Pinheiro, que eram de uso dessas próprias empresas, que hoje não estão mais no mercado. Em meados desta década foi elaborada a primeira norma para Esquadrias no Brasil, trabalho comandado pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), e conjuntamente a primeira câmara para ensaios de ar, água e esforço de vento. Era pequena – usada somente para janelas –, mas foi a primeira câmara pública. A década de 1980, porém, poderia ser classificada como uma década de ouro para o setor. Houve a entrada do Falcão Bauer, em que já era possível testar portas, e alguns pequenos trechos de fachadas simples, entre vãos. “O que realmente foi brilhante é que nesse período foi realizada a obra do Citibank, a primeira utilizando o silicone estrutural no Brasil, na Av. Paulista, em São Paulo, feita pela empresa ARC (que não existe mais), quando foi construída a primeira câmara de fato para fachadas”, lembra Cardoso.

Os testes pelo mundo
Nessa mesma época, esta situação em parte do mundo já era extremamente avançada. Nos EUA já existiam construções de torres estupendas, testadas no Construction Research Laboratory, Inc. comandado por A.A. Sakhnovsky, em Miami. Seus vários boxes de testes seguem até os dias de hoje como o mais importante do mundo. Neste laboratório, onde também é feita simulação de
terremoto, há mais de 30 câmaras de ensaio. As fotos mostram como é possível a realização de ensaios nas mais diversas formas de
fachadas. Há ainda grandes e competentes institutos para testes na Europa, no Japão e na Argentina. Este último possui uma câmara de ensaios de grande porte, de boa capacidade e com muitos recursos tecnológicos.

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